Um
ano após ser cassada, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) voltou a solicitar ao
Supremo Tribunal Federal que anule o processo de impeachment e lhe devolva ao
cargo. O pedido foi apresentado nesta terça-feira (17/10) em uma petição no
mandado de segurança impetrado no STF pela petista em 1 de setembro de 2016.
Ela
reforçou a solicitação após os depoimentos de Lúcio Funaro, operador financeiro
que acusou o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de comprar votos a
favor do impeachment.
Apesar
de serem sigilosos, os vídeos da delação premiada de Funaro foram
disponibilizados neste mês no site da Câmara, em meio aos documentos que
fundamentam a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, também
delatado pelo operador financeiro.
Nos
depoimentos, Funaro afirma ter repassado R$ 1 milhão a Cunha, então presidente
da Câmara, para ele "comprar” votos favoráveis à destituição da petista,
de modo a afastar “de qualquer jeito” Dilma da Presidência da República.
“Resta,
assim, explicado agora, como Eduardo Cunha conseguiu ‘convencer’ parlamentares
a votar pela cassação do mandato presidencial de Dilma Rousseff”, escreveram os
advogados da ex-presidente José Eduardo Cardozo e Renato Ferreira Franco, na
nova petição. Na peça, afirmam ter ficado “evidente”, a partir da fala de
Funaro, a compra de votos contra Dilma.
Com
informações da Agência Brasil.
MS 34.371
Revista
Consultor Jurídico
https://www.conjur.com.br/2017-out-18/dilma-usa-delacao-reforcar-pedido-anulacao-impeachment

Nenhum comentário:
Postar um comentário