segunda-feira, 18 de março de 2019

LULA LIVRE É SINÔNIMO DE BRASIL LIVRE, DEMOCRÁTICO E SOBERANO. Por Tiago Pereira, na Rede Brasil Atual

A bandeira pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva unificou a esquerda brasileira. Em assembleia realizada ao longo deste sábado (16), em São Paulo, trabalhadores, representantes de partidos políticos e movimentos sociais definiram que lutar por Lula Livre hoje é lutar por um Brasil livre das arbitrariedades cometidas pela Justiça, que se aliou a forças do capitalismo financeiro internacional.

Livre das injustiças e desatinos cometidos por um governo que quer jogar a conta da crise sobre os mais pobres. Livre do ódio daqueles que defendem armas, em vez de livros. Livre das tragédias cotidianas que chocam a todos, do crime ambiental em Brumadinho ao massacre da escola estadual Raul Brasil, em Suzano. Livre da violência contra as mulheres e a população negra, da invasão a terras indígenas, e da perseguição a artistas e intelectuais.

"Temos obrigação de fazer os brasileiros voltarem a sonhar", afirmou o ex-prefeito de São Paulo e candidato à Presidência, Fernando Haddad (PT), sobre as ações diárias do governo Bolsonaro que colocam em risco a soberania nacional e os direitos do povo, e que mesmo antes da posse, já causavam estragos na imagem internacional do Brasil.

"Temos o maior líder político desse país preso, e não se sabe o porquê. E fizeram tudo isso para colocar na Presidência uma pessoa que nem merece comentário, tamanho o despreparo. Por tudo isso, Lula livre hoje é sinônimo de Brasil livre."

Haddad classificou a prisão de Lula como "surreal e absurda", e criticou a operação Lava Jato, que não conseguiu comprovar um único ato ilícito cometido pelo ex-presidente durante os seus oito anos de mandato. E que por isso foi preciso criar uma "ficção jurídica", condenando-o por um "ato de ofício indeterminado". Ele afirmou ainda que os algozes de Lula acreditaram que o tempo levaria ao seu esquecimento. "Eles estão enganados. Não conhecem a esquerda, o PT e as forças populares desse país. Não esqueceremos dessa injustiça."

Inverno e primavera

Candidata a vice na chapa de Haddad, Manuela D'ávila (PCdoB) afirmou que as bases sociais dos partidos de esquerda já estão unidas, porque sofrem na pele as consequências do "inverno" político pelo qual o Brasil vem passando, seja pelos ataques aos direitos dos trabalhadores, seja pela violência crescente contra as mulheres.

Ela destacou que a perseguição ao PT movida por setores da imprensa e do Judiciário é também contra tudo aquilo que a esquerda representa. E que a prisão de Lula nunca foi apenas a prisão de um ex-presidente, mas a prisão de "um sonho". Ela frisou que a "primavera" que vai superar esse "inverno" é feminista, e encerrou sua fala citando o poeta Thiago de Mello: "Faz escuro mas eu canto, porque a manhã vai chegar. Vem ver comigo, companheiro, a cor do mundo mudar."

Máscaras

Também candidato nas últimas eleições pelo Psol, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Guilherme Boulos, disse que chegou o momento em que "as máscaras começam a cair". E citou o ministro da Justiça de Bolsonaro, Sérgio Moro, "cúmplice de um laranjal", que integra um "governo de milicianos". E o atual chefe da força-tarefa da Lava Jato, o procurador Deltan Dallagnol. "Se a Justiça tivesse um terço do peso contra Lula, Dallagnol estaria preso por crime de lesa-pátria pelo conchavo com norte-americanos", afirmou, fazendo alusão à tentativa de criação de fundo privado com R$ 2,5 bilhões, em acordo dos procuradores de Curitiba com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Boulos afirmou que "democracia não combina com preso político", e destacou Lula como um "preso político". Ele garantiu o apoio do MTST, do Psol e da Frente Povo Sem Medo nos esforços pela libertação do ex-presidente. "A única luta que se perde é aquela que se abandona. Não vamos abandonar essa luta. Vamos seguir até o fim."

O ex-senador Roberto Requião (PMDB-PR) também ressaltou a "manipulação do Direito" e os "artifícios jurídicos" que foram utilizados para prender Lula. "As sentenças dadas contra Lula têm que ser anuladas, e reexaminadas por juízes vinculados ao direito, não à direita", afirmou. O ex-senador foi o primeiro a dizer que Lula Livre "pode ser traduzido hoje com toda a precisão como Brasil Livre", fazendo alusão à liberdade dos trabalhadores do país.

Alegria, fé, luto e luta

A atriz Lucélia Santos também participou da plenária final da Assembleia Nacional Lula Livre. Ela defendeu "o mágico e lúdico" para enfrentar tempos obscuros, e lembrou a iniciativa do também ator José de Abreu, que se autoproclamou presidente do Brasil, em alusão ao líder da oposição na Venezuela Juan Guaidó.

"O Brasil está hoje vivendo uma energia pesada, de morte, que é o que nós não queremos. Temos que ser militantes da vida. Propagar energia amorosa contra o ódio. A gente tem que desarmar pelo amor".

O pastor Ariovaldo Ramos também afirmou "não arredar pé" da luta por Lula Livre, que é objeto de suas orações e de tantos outros evangélicos. Ele disse que, após o golpe contra Dilma e agora no governo Bolsonaro, o Brasil virou uma nação "difamada e esculhambada no mundo todo", e ressaltou que a liberdade de Lula, vítima de "toda a sorte de calúnias e mentiras, condenado sem provas", é também a liberdade da classe trabalhadora.

Lurian Lula da Silva, filha do ex-presidente, agradeceu o apoio da militância pela libertação do seu pai, e disse que a família vive em luto, desde março de 2016, quando ele foi levado em condução coercitiva, anunciando a perseguição que viria. Depois o luto foi amplificado pela morte de Marisa Letícia, mulher de Lula, e do irmão e do neto, já quando estava preso. "Temos o dever moral de estarmos na rua pedindo a liberdade de Lula para desmentir cada acusação e evitar que o país entre num colapso ainda maior."

Unidade

Mais cedo, a presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann afirmou que a bandeira pela liberdade do ex-presidente Lula representa também a luta por Marielle, contra a retirada de direitos do povo brasileiro, através da proposta de reforma da Previdência, e também contra os ataques às organizações sindicais.

As violações de direitos cometidas pela Lava Jato contra Lula também se relacionam com a entrega do pré-sal às multinacionais do petróleo. Sobre a negociação “espúria” da força-tarefa de Curitiba com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que resultariam em R$ 2,5 bilhões geridos por uma fundação de direito privado, sem qualquer base legal, os promotores comandados por Deltan Dallagnol incorrem nos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa. “Quem comete crime são eles. Tem material, tem prova, tem rastro. Quem tem que ir para a cadeia é o Dallagnol”, afirmou Gleisi.

Ela prometeu redobrar esforços na mobilização em defesa da liberdade do ex-presidente. “Presidente Lula, vamos provar a sua inocência. Essa caminhada vamos fazer juntos. Vamos ocupar as ruas de todo o Brasil e lutar pela soberania, pela liberdade de Lula, contra a reforma da previdência e pela democracia.”

Dirigentes de partidos de esquerda que também estiveram presentes na Assembleia Lula Livre destacaram que essa é uma luta unitária, de todo o povo brasileiro. “Não cabe luta de protagonismo agora, é hora de unir a esquerda. Nosso lugar é na rua, lutando por Lula livre”, afirmou a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), representando os comunistas. O presidente nacional do Psol, Juliano Medeiros, também frisou que "a luta pela liberdade de Lula é uma luta da democracia e todo o povo brasileiro".

Já o presidente do PCO diz que a esquerda sai fortalecida do encontro de hoje. "Vamos fazer uma campanha ampla. Ir para as ruas. Que a campanha não seja só entre a esquerda e para a esquerda, mas para todo o povo brasileiro."





domingo, 17 de março de 2019

CARTA DE LULA AO ENCONTRO LULA-LIVRE. Do site Lula

“Meus amigos e minhas amigas,

Quero, em primeiro lugar, agradecer a solidariedade e o carinho que tenho recebido do povo brasileiro e de lideranças de outros países, neste quase um ano em que me encontro preso injustamente. Agradeço especialmente aos companheiros da vigília em Curitiba, que me confortam todos os dias, aos companheiros que constituem os comitês Lula Livre dentro e fora do Brasil, aos advogados, juristas, intelectuais e cidadãos democratas que se manifestam pela minha libertação.

A força que me faz resistir a essa provação vem de vocês e da convicção de que sou inocente. Mas resisto principalmente porque sei que ainda tenho uma missão importante a cumprir neste momento em que a democracia, a soberania nacional e os direitos do povo brasileiro são ameaçados por interesses econômicos e políticos poderosos, inclusive de potências estrangeiras.

Como sempre fiz em minha vida, e lá se vão mais de 45 anos de atividade sindical e política, encaro essa missão como um desafio coletivo. A luta que faço para ter um julgamento justo, em que minha inocência seja reconhecida diante das provas irrefutáveis da defesa, só faz sentido se for compreendida como parte da defesa da democracia, da retomada do estado de direito e do projeto de desenvolvimento com inclusão social que o país quer reconstruir.

A cada dia que passa fica mais claro para a população e para a opinião pública internacional que fui condenado e preso pelo único motivo de que, livre e candidato, seria eleito presidente pela grande maioria da população. Minha candidatura era a resposta do povo ao entreguismo, ao abandono dos programas sociais, ao desemprego, à volta da fome, a todo o mal implantado pelo golpe do impeachment. É uma luta que temos de levar juntos, em nome de todos.

Para me tirar das eleições, montaram uma farsa judicial com a cobertura dos grandes meios de comunicação, tendo a Rede Globo à frente. Envenenaram a população com horas e horas de noticiário mentiroso, em que a Lava Jato acusava e minha defesa era menosprezada, quando não era simplesmente censurada. A Constituição e as leis foram desrespeitadas, como se houvesse um código penal de exceção, só para o Lula, no qual meus direitos foram sistematicamente negados.

Como se não bastasse me prender, por crimes que jamais cometi, proibiram que eu participasse dos debates e das sabatinas no processo eleitoral; proibiram minha candidatura, contrariando a lei e a ONU; proibiram que eu desse entrevistas, proibiram até que eu comparecesse ao velório de meu irmão mais velho. Querem que eu desapareça, mas não é de mim que têm medo: é do povo que se identifica com nosso projeto e viu em minha candidatura a esperança de recuperar o caminho de uma vida melhor.

Dias atrás, ao me despedir do meu querido neto Arthur, senti todo o peso da injustiça que atingiu minha família. O pequeno Arthur foi discriminado na escola por ser meu neto e sofreu muito com isso. Então, prometi a ele que não vou descansar até que minha inocência seja reconhecida num julgamento justo.

Na emoção daquele momento, recordo-me de ter dito: “Vou te mostrar que os verdadeiros ladrões são os que me condenaram”. Pouco depois, o jornalista Luís Nassif revelou ao público o acordo ilegal e secreto entre os procuradores da Lava Jato, a 13a. Vara Federal de Curitiba, o governo dos Estados Unidos e a Petrobras, envolvendo uma quantia de 2,5 bilhões de reais.

Essa quantia foi tomada à maior empresa do povo brasileiro por uma corte de Nova Iorque, com base em delações levadas a eles pelos procuradores do Brasil.

E eles foram lá aos Estados Unidos, com a cobertura do então procurador-geral da República, para fragilizar ainda mais uma empresa que é alvo de cobiça internacional.

Em troca dessa fortuna, a Lava Jato se comprometeu a entregar ao estrangeiro os segredos e informações estratégicas da nossa Petrobras.

Não se trata de convicções, mas de provas concretas: documentos assinados, atos de ofício de autoridades públicas. Estes moralistas sem moral ocupam hoje altos cargos no governo que só foi eleito porque eles impediram minha candidatura. Mas quem está preso é o Lula, que nunca foi dono de apartamento nem de sítio, que nunca assinou contratos da Petrobras, que nunca teve contas secretas como essa fundação que foi descoberta agora.

Mais do que manifestar indignação com esses fatos, quero dizer a vocês que o tempo está revelando a verdade. Que não podemos perder a esperança de que a verdade vencerá, e ela está do nosso lado. Por isso, peço a cada um e a cada uma que fortaleçam cada vez mais a nossa luta pela democracia e pela justiça. E só vamos alcançar esses objetivos defendendo os direitos do povo e a soberania nacional, porque foi contra estes valores que fizeram o golpe e interferiram na eleição. Foi para entregar nossas riquezas e reverter as conquistas sociais. Que os comitês Lula Livre tenham isso bem claro e atuem cada vez mais na sociedade, nas redes, nas escolas e nas ruas.

Tenho fé em Deus e confiança em nossa organização para afirmar com muita certeza: nosso reencontro virá. E o Brasil poderá sonhar novamente com futuro melhor para todos.

Muito obrigado, e vamos à luta, companheiros e companheiras.

Um grande abraço do

Luiz Inácio Lula da Silva”

Curitiba, 16 de março de 2019






sábado, 16 de março de 2019

LAVA-JATO: A BANDIDAGEM VESTE TOGA. Por Daniel Zen, no site Mídia Ninja

Infelizmente, o povo ainda não sentiu o mal cheiro, que se disfarça com perfumes e vistosas vestes talares.

Já havia escrito, em outros artigos, publicados aqui mesmo neste portal, a respeito de parte daquilo que o jornalista Luis Nassif esquadrinhou em uma série de reportagens publicadas no site “Jornal GGN”, essa semana.

Com uma riqueza de detalhes da qual eu não dispunha, Nassif descreveu a relação existente entre o ex-Juiz e agora Ministro da Justiça, Sérgio Moro e de sua esposa, Rosângela Wolff de Quadros Moro, com a Família Arns e de como a atuação dos lavajateiros contribuiu para o surgimento de dois “mercados” milionários e exclusivos, a beneficiá-los: o de delações premiadas e o de palestras, ambos decorrentes da Operação Lava Jato.

Sigamos o fio da meada: Rosângela Moro havia trabalhado como Diretora Jurídica na APAE/PR, por indicação do ex-Senador, ex-Vice-Governador e ex-secretário de Educação do Paraná, Flávio Arns, que já havia saído do PT para filiar-se ao PSDB de Beto Richa, muito antes que alguém tivesse notícia do que viria a ser a Lava Jato.

Flávio Arns sempre se envolveu com a causa das pessoas com deficiência. Foi um dos duros combatentes da política de educação inclusiva, que defende a inclusão de alunos com deficiência nas escolas regulares. Em contraposição a tal política, ele defendia o modelo de educação exclusiva em centros especializados, tais como as APAE’s e Pestalozzis. Quando fui secretário de Educação do Acre, cheguei a debater com ele o tema, em uma reunião do Conselho Nacional de Secretários de Estado de Educação, o CONSED. Sempre defendi o modelo misto.

Como prova do vigor de sua defesa da educação de pessoas com deficiência em centros exclusivos, na gestão de Flávio Arns como secretário de Educação do Paraná, segundo Nassif, as APAE’s lá sediadas chegaram a receber R$ 450 milhões em repasses do Governo do Estado. Em princípio, não há nada de errado em o Estado subsidiar, por intermédio de termos de subvenção social ou de convênio, instituições filantrópicas de reconhecida utilidade pública e que desempenham importante função social. Mas, para se ter uma ideia, aqui no Acre, nossa cooperação técnica com as APAE’s se dava na sessão de profissionais da Educação e Saúde, para proceder com o atendimento e demais atividades da instituição. Uma enorme diferença…

Pois bem. Não se sabe exatamente se antes, depois ou concomitantemente ao seu trabalho na APAE, o fato é que Rosângela se tornou sócia de Marlus Arns, sobrinho de Flávio Arns.Também segundo Nassif, ainda na condição de Diretora Jurídica da APAE/PR, Rosângela encaminhava as demandas judiciais de lá decorrentes para o escritório de Marlus.

Esse mesmo escritório de Marlus e Rosângela teria ingressado, recentemente, no milionário filão das delações premiadas, no âmbito da Lava Jato. Foi justamente o escritório de ambos o patrono da defesa de Cláudia Cruz, esposa de Eduardo Cunha.

O resultado do julgamento? Cláudia Cruz foi absolvida por Sérgio Moro.

Apesar da atuação de outros advogados nessa seara, Marlus tem sido o preferido por investigados da Lava Jato, justamente, por manter relações pessoais tanto com aqueles que firmam, quanto com os que homologam os acordos de delação. E é nessa questão onde surge a participação de outra figura chamada Carlos Zucolloto.

O também advogado, sócio de Rosângela, amigo pessoal e padrinho de casamento do casal Moro foi acusado por outro advogado, Rodrigo Tacla Duran, de ter oferecido a este último uma redução de multa de R$ 15 para R$ 5 milhões, em troca de gorda propina.

Zucolloto, a época, seria o homem que negociaria tal “acordo” com Sérgio Moro, seu dileto afilhado, para que Tacla Duran não só tivesse a multa reduzida, como também seu tempo de prisão em uma suposta futura condenação. Vindo a público tais fatos, com robustas provas (prints de conversas por aplicativos de celular), Zucolloto teve de sair de cena, compulsoriamente: no seu lugar, entrou Marlus Arns.

O que há de novidade no artigo de Nassif é que ele revisita tais fatos à luz de dois outros, recém descobertos: a de que executivos da OAS teriam recebido R$ 6 milhões para ajustar delações premiadas no âmbito da Lava Jato, sob orientação de Procuradores da República e do próprio Juiz Sérgio Moro; e a notícia mais bombástica de todas nesses últimos meses: a de que a Força-tarefa da Operação Lava Jato fora agraciada com uma doação de R$ 2,5 bilhões, oriundos da Petrobras, que deverão ser geridos por uma fundação de direito privado, a ser constituída para, supostamente, executar projetos de combate a corrupção e de avaliações periódicas de “compliance” de empresas.

Dentre as ações concretas desses projetos estariam palestras e cursos nababescamente pagos e ministrados, sabem por quem? Justamente, por membros da Força-tarefa da Lava Jato.

Antes que alguém venha de lá e fale que Lula e FHC enriqueceram ministrando palestras após suas saídas da Presidência da República, vejam que há uma diferença abissal: ambos eram contratados e pagos por empresas privadas e já não estavam no exercício de seus cargos eletivos. A “Fundação Lava Jato” vai contratar e pagar, com dinheiro público, membros do Ministério Público Federal e da Justiça Federal em pleno exercício de suas funções para fazer um trabalho pelo qual eles já são remunerados pelo erário.

Afora que uma fundação privada só é constituída a partir de um patrimônio privado. As fundações públicas são constituídas a partir de iniciativa do Poder Executivo, com aprovação de lei complementar pelo Poder Legislativo.

De forma polida, diria que a “Fundação Lava Jato” seria uma excrescência jurídica. Uma aberração. Deixando a educação de lado, trata-se de uma putaria deslavada. Uma sem vergonhice sem limites. Corrupção e lavagem de dinheiro institucionalizadas, livres de qualquer investigação ou controle externo. Ladronagem às escâncaras, nas barbas da PGR, do STF, de todo mundo. É a bandidagem de toga. Como disse o próprio Nassif, tem cheiro de campanha eleitoral para Sérgio Moro.