Esta
terça-feira 29 foi o retrato acabado da tragédia brasileira; de país admirado
no mundo, que vivia uma situação de pleno emprego em 2014, o Brasil colhe os
resultados do golpe e viu sua capital ser transformada em praça de guerra por
um governo de legitimidade cada vez mais questionada que tenta empurrar goela
abaixo da sociedade um congelamento de gastos pelos próximos vinte anos; diante
da resistência dos movimentos sociais e dos estudantes, o governo Temer, que já
corre o risco de sofrer um processo de impeachment, respondeu com bombas e
repressão.
O
Brasil começou a colher, nesta terça-feira, os frutos do golpe parlamentar
articulado por PMDB e PSDB, que sempre teve, como principal objetivo, afastar
uma presidente honesta e blindar políticos corruptos.
No
dia de hoje, Brasília foi transformada numa verdadeira praça de guerra, depois
que mais de 10 mil pessoas tomaram a Praça dos Três Poderes para protestar
contra a PEC 55, que congela gastos públicos pelos próximos vinte anos.
Se,
em 2014, o Brasil vivia uma situação de pleno emprego e enfrentava uma queda
pontual da arrecadação, que poderia ter sido enfrentada com um rápido ajuste
fiscal, hoje há 12 milhões de desempregados e um rombo que se aproxima de R$
200 bilhões, decorrente da sabotagem criada para viabilizar a tomada do poder.
Abaixo,
reportagem, da Agência Brasil
Luciano
Nascimento e Mariana Tokarnia - Repórteres da Agência Brasil
Após
quase três horas do início das manifestações cotra a PEC do Teto dos Gastos
Públicos, o clima ainda é de tensão e de confronto entre policiais militares e
manifestantes na Esplanada dos Ministérios.
Grupos
de manifestantes atearam fogo em banheiros químicos e se reagruparam nos
arredores da Biblioteca Nacional e do Museu da República, próximo da rodoviária,
onde fizeram nova barricada.
Muitos
buscaram se proteger nos ônibus que trouxeram as comitivas que participam dos
protestos, enquanto outros se dispersaram em direção à Estação Rodoviária.
A
Polícia Militar reforçou o contigente com integrantes do Batalhão de Choque e
um helicóptero da corporação continua sobrevoando o local.
Até
o momento, não há novas informações sobre detenções.
MEC
Durante
a manifestação, o Ministério da Educação (MEC) foi invadido e depredado por um
grupo de 50 a 100 pessoas, algumas encapuzadas, segundo relatos da assessoria
de imprensa do órgão.
Os
manifestantes tocaram fogo em pneus, no lixo, quebraram as entradas do
ministério e caixas eletrônicos. De acordo com a assessoria, o grupo usou
barras de ferro e pedras e alguns tinham coquetel molotov. Eles subiram até o
segundo andar do prédio. A Polícia Militar evacuou o edifício e alguns
manifestantes foram presos.
A
PM ainda não se manifestou sobre o ocorrido. Em nota, o ministro da Educação,
Mendonça Filho, condenou "de forma veemente os fatos ocorridos hoje na
Esplanada dos Ministérios, particularmente no MEC".
"Os
servidores do ministério viveram um clima de terror. Isso é inaceitável. Como
democrata que sou, entendo o direito de protesto, mas de forma civilizada,
respeitando o direito de ir e ir. O que vimos hoje foram atos de violência e
vandalismo contra os servidores públicos e contra o patrimônio", disse.
UNE
Em
nota, a União Nacional dos Estudantes (UNE), uma das entidades que convocaram o
ato, afirma que a manifestação organizada pelos movimentos estudantis e sociais
hoje "foi um ato pacífico, democrático e livre contra a PEC 55".
A
entidade diz que não incentivou qualquer tipo de depredação do patrimônio
público. "O que nos assusta e nos deixa perplexos é a Polícia Militar do
governador Rollemberg jogar bombas de efeito moral, gás de pimenta, cavalaria e
balas de borracha contra estudantes, alguns menores de idade, que protestam
pacificamente. Esse é o reflexo de um governo autoritário, ilegítimo e que não
tem um mínimo de senso de diálogo", diz a nota.
Primeiro,
a UNE disse que 15 mil pessoas participavam do ato. Agora, são 50 mil
manifestantes, segundo a entidade. A Polícia Militar do Distrito Federal diz
que cerca de 10 mil pessoas participam do ato.
O
grupo caminhou até a frente do Congresso para protestar contra a PEC. Ao chegar
ao gramado, houve tumulto e confronto entre os manifestantes e a polícia. O
conflito se intensificou quando um grupo de manifestantes virou um carro de
reportagem estacionado próximo à rampa do Congresso.
A
polícia reagiu disparando bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo. O
arquivamento da PEC 55, PEC do Teto, é uma das principais pautas do movimento
de estudantes que organizaram caravanas para vir à capital, com mais de 300
ônibus. Hoje o Senado vota, em primeiro turno, a proposta que limita os gastos
do governo federal pelos próximos 20 anos. O ato em Brasília é organizado por
entidades estudantis e educacionais, entre elas a UNE, União Brasileira dos
Estudantes Secundaristas (Ubes) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos
(ANPG).
http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/267967/Golpe-fez-de-Bras%C3%ADlia-uma-pra%C3%A7a-de-guerra.htm
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