quinta-feira, 17 de setembro de 2015

DESAGRAVO PÚBLICO À ADVOGADA OFENDIDA POR DOIS POLICIAIS MILITARES

A OAB gaúcha concedeu, na última sexta-feira (11) desagravo público à advogada Mônica Zignani Manito, que foi ofendida – em momentos distintos - por dois policiais militares (PMs Gilde Rotta e Douglas Paim dos Santos), que protagonizaram excessos contra a profissional. Além disso, um deles fez postagens ofensivas à advocacia nas redes sociais.

Conforme expediente que tramitou na OAB-RS, Mônica e seu marido - após o término de uma partida de futebol em Porto Alegre - tentaram denunciar uma irregularidade de trânsito a agentes da Empresa Pública de Transporte e Circulação. Estes chamaram policiais militares que agiram com excessos e detiveram o marido da advogada.

Ao mostrar a sua identificação profissional, a advogada recebeu um tapa na sua mão, caindo ao chão sua carteira profissional.

Ao se dirigirem ao posto militar do 11º BPM, Mônica se identificou como advogada e pediu para acompanhar o seu marido, como lhe assiste o Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil. Além de não deixar a profissional acompanhar o seu marido, o sargento responsável ameaçou lhe dar voz de prisão.

Além do ocorrido, o sargento também realizou ofensa pública à advocacia ao postar conteúdo em rede social extremamente ofensivo à classe dos advogados.

“Nossa voz é a voz constitucional da cidadania. Sinta-se acolhida aqui na OAB, esta casa é sua!”, assegurou o presidente Marcelo Bertoluci à profissional Magda. A solenidade de desagravo foi realizada na sede da entidade.

Ao ler a nota de desagravo público, a conselheira seccional Regina Pereira Soares destacou que a Ordem não poupa esforços em garantir as prerrogativas dos profissionais dos inscritos. “Quando uma credencial é jogada ao chão, toda a classe se levanta, para em solidariedade e por direito, desagravar a colega, exigindo a imediata reparação do mal sofrido. Saibam todos os advogados: nenhum deles está sozinho. A Ordem à qual pertencem jamais os deixará desassistidos, nem permitirá que afrontas como estas sejam perpetradas”, afirmou.

Mônica agradeceu o apoio oferecido pela seccional gaúcha e a presença do presidente da OAB-RS e de conselheiros seccionais. “É essencial procurar a Ordem quando nos sentirmos ofendidos. Não podemos tolerar qualquer desrespeito à advocacia. Como disse Voltaire, ´posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las´. Por isso, calar um advogado, é calar o direito da cidadania!”, concluiu.

(Com informações do Jornal da Ordem).

Jorge André Irion Jobim. Advogado de Santa Maria, RS

http://www.espacovital.com.br/noticia-32081-tapa-na-mao-advogada-joga-longe-identidade-profissional-dela


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