A
OAB gaúcha concedeu, na última sexta-feira (11) desagravo público à advogada
Mônica Zignani Manito, que foi ofendida – em momentos distintos - por dois
policiais militares (PMs Gilde Rotta e Douglas Paim dos Santos), que
protagonizaram excessos contra a profissional. Além disso, um deles fez
postagens ofensivas à advocacia nas redes sociais.
Conforme
expediente que tramitou na OAB-RS, Mônica e seu marido - após o término de uma
partida de futebol em Porto Alegre - tentaram denunciar uma irregularidade de
trânsito a agentes da Empresa Pública de Transporte e Circulação. Estes
chamaram policiais militares que agiram com excessos e detiveram o marido da
advogada.
Ao
mostrar a sua identificação profissional, a advogada recebeu um tapa na sua
mão, caindo ao chão sua carteira profissional.
Ao
se dirigirem ao posto militar do 11º BPM, Mônica se identificou como advogada e
pediu para acompanhar o seu marido, como lhe assiste o Estatuto da Ordem dos
Advogados do Brasil. Além de não deixar a profissional acompanhar o seu marido,
o sargento responsável ameaçou lhe dar voz de prisão.
Além
do ocorrido, o sargento também realizou ofensa pública à advocacia ao postar
conteúdo em rede social extremamente ofensivo à classe dos advogados.
“Nossa
voz é a voz constitucional da cidadania. Sinta-se acolhida aqui na OAB, esta
casa é sua!”, assegurou o presidente Marcelo Bertoluci à profissional Magda. A
solenidade de desagravo foi realizada na sede da entidade.
Ao
ler a nota de desagravo público, a conselheira seccional Regina Pereira Soares
destacou que a Ordem não poupa esforços em garantir as prerrogativas dos
profissionais dos inscritos. “Quando uma credencial é jogada ao chão, toda a
classe se levanta, para em solidariedade e por direito, desagravar a colega,
exigindo a imediata reparação do mal sofrido. Saibam todos os advogados: nenhum
deles está sozinho. A Ordem à qual pertencem jamais os deixará desassistidos,
nem permitirá que afrontas como estas sejam perpetradas”, afirmou.
Mônica
agradeceu o apoio oferecido pela seccional gaúcha e a presença do presidente da
OAB-RS e de conselheiros seccionais. “É essencial procurar a Ordem quando nos
sentirmos ofendidos. Não podemos tolerar qualquer desrespeito à advocacia. Como
disse Voltaire, ´posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser,
mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las´. Por isso, calar um
advogado, é calar o direito da cidadania!”, concluiu.
(Com
informações do Jornal da Ordem).
Jorge
André Irion Jobim. Advogado de Santa Maria, RS
http://www.espacovital.com.br/noticia-32081-tapa-na-mao-advogada-joga-longe-identidade-profissional-dela

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