sexta-feira, 9 de agosto de 2013

O OCASO DAS IDÉIAS


Hoje em dia, temos que nos satisfazer matando a nossa sede de conhecimento, bebendo-o de gota em gota. Se formos ler um jornal, somos atraídos por manchetes ou títulos chamativos que muitas vezes, não são condizentes com o texto a que se referem, pois neles, muito pouco conteúdo conseguimos obter.

Vivemos em uma época em que os meios de comunicação não aceitam e as pessoas não querem ler qualquer publicação que tenha mais do que 30 linhas. São tempos de extrema superficialidade. A síntese está na ordem do dia e ninguém quer se aprofundar demais a respeito de qualquer tema. Todas as análises são feitas de forma perfunctória. Aliás, eu tenho até receio de escrever esta palavra já que, por ser ela um pouco desconhecida e por terem que procurar o seu significado no dicionário, os leitores deixarão de lado o meu texto.

Fica evidenciado que estamos trilhando caminhos que estão levando ao ocaso das grandes ideias, o que faz com que tenhamos que nos contentar com pequenas fagulhas ou migalhas esparsas delas. Uma espécie de ditadura da superficialidade.

Jorge André Irion Jobim.

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