terça-feira, 1 de junho de 2010

SOBRE ELEIÇÕES


FILOSOFIA RÚSTICA. SOBRE ELEIÇÕES

Existem duas formas de dominar uma população. A primeira e mais antiga, é através da espada, da força das armas, geralmente acompanhada de um banho de sangue. A segunda, mais moderna e asséptica, é através desta ficção jurídica denominada estado que nada mais é do que a exploração institucionalizada do homem. Simples assim, por mais que seus defensores tentem amenizar o seu papel, atribuindo-lhe o dom de solucionar todos os nossos problemas, tudo feito através de discursos teóricos atraentes que não passam de meros eufemismos.

Na real, eleição é a oportunidade que temos de escolher nossos algozes pelos próximos quatro anos. Sim, porque em geral, os poderes executivo e legislativo, a única coisa que fazem é ficar nos espoliando e criando obstáculos à nossa sobrevivência durante o prazo durante o qual dura um mandato, sem que nós possamos nos insurgir e retirar os poderes que lhes concedemos através do voto.

Infelizmente a população não se dá conta desta verdade cristalina e, a cada notícia de corrupção que vaza para a imprensa, fica apavorada com a desonestidade de nossos governantes e legisladores que, segundo eles, deveriam estar lutando pelo interesse público. Ora bolas! Qual é a novidade? Afinal, nós somos levados a acreditar que quem busca um lugarzinho nesta máquina de dominação, é justamente para se locupletar. Os fatos nos convencem que é inocência pensar o contrário. No mínimo, se os nossos mandatários não quiserem dar na vista, utilizarão o aparato legislativo para aumentarem seus ganhos de maneira afrontosa quando comparados com as reduzidas remunerações do restante da população. Será uma forma de darem aparência de legalidade à espoliação, embora não consigam esconder a imoralidade.

Por outro lado, o estado é um aparato premeditadamente constituído de um cipoal de normas cada vez mais intrincado, justamente para que não possamos compreendê-lo. Normalmente, acabamos temendo aquilo que não temos capacidade de entender e assim, ficamos paralisados diante das ingerências negativas do estado em nossas vidas.

Não nos iludamos. Somos mera massa de manobra com a agravante de que nós mesmos entregamos as chaves das prisões aos que serão nossos futuros carcereiros.

Jorge André Irion Jobim. Advogado de Santa Maria, RS


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