A
história da França de Vichy sempre me fascinou, desde os anos 60, coleciono
livros sobre o período para entender o abismo político que a França tenta
esquecer. Vichy é a prova de que países não desaparecem, não quebram, não
acabam, apenas decaem.
Como
foi possível a França de Luis XIV, o País que criou o Estado Nacional na Era
Moderna, com personagens do porte dos Cardeais de Richelieu e Mazarin, o País
das glórias do Imperador Napoleão e do maior diplomata do Século XIX, o Príncipe
de Talleyrand, como foi possível esse Pais poderoso e imperial, símbolo do
Estado forte se entregar de forma vexatória à dominação alemã? Não foi uma
simples derrota militar, foi uma rendição humilhante para o mundo, depois de
uma luta apenas para constar, dois terços das armas francesas não foram usadas
na campanha de 1940, quando a França se rendeu docemente. Mas o pior veio
depois, a colaboração consentida e alegre com o conquistador. A saga de Vichy é
uma lição de História, do que pode acontecer a países em situações muito especiais.
No
quadro maior da rendição despontaram personagens sinistros prontos a servir aos
alemães e que deixaram no registro da História sua triste biografia , entre
tantos outros o maior deles, Pierre Laval, depois Camille Chatemps, o Conde
Fernand de Brinon, que se dispôs ser Embaixador da França em Paris junto ao
Comando Alemão, Marcel Deat, o Almirante Darlan, Raphael Alibert, o General
Maxime Weygand, derrotista com pose de vencedor, Phelippe Henriot, o líder
fascistoide disfarçado de patriota Charles Maurras e muitos mais. A
“colaboração” com os alemães foi ampla na alta sociedade francesa, temerosa dos
movimentos populares. Afinal o grupo político do Front Populaire tinha
conquistado o governo em 1936 com um programa de esquerda, para horror da elite
financeira e industrial francesa representada pelo Comité des Forges e pelas
famosas “200 famílias de França”, a nata do capitalismo francês, mesclada com a
alta moda e a aristocracia de sangue dos salões, até o pretendente Orleans ao
trono, o Conde de Paris, flertou com os alemães em busca de uma possível
restauração, já a alta costura viu um novo mercado se abrir com as esposas dos
oficiais alemães, Coco Chanel inclusive se amarrou em um oficial SS como
companheiro.
A
colaboração foi um fenômeno único por sua dimensão na Europa nazificada. Houve
colaboradores em outros territórios conquistados pelos alemães, mas em nenhum
Pais na escala do que aconteceu na França, onde os restaurantes durante a
ocupação estavam lotados pela burguesia local se banqueteando lado a lado com
generais alemães com quem trocavam gentilezas e sorrisos, afinal os alemães
“nos salvaram do comunismo”.
Nesse
grande quadro que a França de hoje faz tudo para apagar do implacável arquivo
da História, foi esquecido por historiadores o papel central do “economista a
serviço dos alemães”, um notável personagem cujos contornos psicológicos
mostram o extraordinário perigo do “ economista eficiente” ou “economista de
mercado” MAS A SERVIÇO DE QUE CAUSA? Baouduin era eficiente, organizado, racional,
MAS a serviço do inimigo, do ocupante, do invasor, representava no contexto o
economista que sob a capa da racionalidade presta seus serviços ao poder de
ocasião, a qualquer poder, sem noção de povo. de Estado, no papel de feitor de
seus próprios compatriotas, para extrair riquezas para o conquistador.
Bauduin
não é um perfil raro nos paises emergentes, aliás é muito comum, economistas a
serviço do mercado, MAS DE QUE MERCADO? Ao fim servem ao financismo
internacional, representam os interesses estrangeiros acima do interesse
nacional sob a capa do “mercado”.
Não
é do mercado de sua população nativa, os patrões desse mercado a que servem são
outros e pagam bem, é tudo o que importa. A consciência de servir aos seus
compatriotas pobres se perdeu nas universidades americanas onde estudaram, os
seus compatriotas que necessitam de sua ciência e muitas vezes pagam seus
estudos são abandonados e trocados pelo fascínio do dominador. A saga dos
“economistas de mercado” tem tudo a ver com a carreira de Paul Bauduin, uma
espécie de patrono dos economistas sem pátria.
O
“economista de mercado” representa uma visão de mundo, onde o mercado prevalece
sobre o Estado. Este passa ser um mero gestor de serviços, como um zelador em
um prédio de apartamentos, essa a visão de Bauduin, se os alemães são bons
administradores do território, porque não aceitá-los, não é mesmo? Os
“mercados” pensam exatamente a mesma coisa.
Qualquer
Presidente serve desde que garanta o mercado e seus objetivos, acima de
qualquer interesse nacional ou do interesse de sua população pobre, o Estado
zelador do mercado é o que esse grupo de personagens deseja, Bauduin tem
herdeiros.
Quem era Paul Bauduin
Diretor-Geral
de la Banque de L´Indochine, um dos grandes bancos de investimento da França de
então, catedral do capitalismo imperial francês, com vastos recursos amealhados
na exploração comercial da Indochina, hoje Vietnam, Cambodja e Laos, então
colônia francesa.
La
Banque de l´Indochine era uma potência e ainda é. Depois de sua fusão com a Compagnie
Universalle du Canal Maritime de Suez, a companhia do canal de Suez, e com a
belga TRACTBEL, a companhia de bondes e trens do Barão Empain, o Banco da
Indochina se transformou hoje em um dos grandes conglomerados do capitalismo
europeu, com o nome de ENGIE, importante investidora no setor de energia em
nosso Pais. Comprou a ELETROSUL nos leilões da Era FHC e continua a investir
pesadamente em geração na América do Sul.
Paul
Bauduin nasceu em 1894 e viveu até 1964. Em 16 de Junho de 1940 foi nomeado
pelo Marechal Petain Ministro das Relações Exteriores do novo Governo que
nasceu dos escombros da Terceira Republica com o fim especifico de se render
aos alemães. Sua experiência e conexões com o mercado financeiro deu a Bauduin
um poder especial sobre a gestão econômica, já que como Ministro das Relações
Exteriores cabia a ele a crucial negociação financeira com o ocupante, que se
tornou o eixo da nova economia francesa.
O
drama das negociações e tratativas políticas internas e as intensas discussões
com a Inglaterra sobre a necessidade da rendição política da França ao Terceiro
Reich marcam a primeira metade de 1940. Com o governo em fuga já longe de
Paris, primeiro em Bordeus, depois em Clermont Ferrand e finalmente em Vichy,
capital da parte não ocupada, escolhida por sugestão de Bauduin, um novo Estado
sem nome de Republica cujo chefe nominal era o Marechal Petain, herói da Grande
Guerra de 1914 e chefe do partido derrotista, tendo com Primeiro Ministro o político
de longa carreira Pierre Laval, Bauduin como Chanceler . O período de fuga e de
enterro da Terceira Republica e criação de um novo Governo dá por si só uma
biblioteca, um período dramático de desfazimento de um regime que vinha do fim
do Segundo Império de Napoleão III em 1870 e durou 70 anos até a rendição de
1940.
Com
Baudoin como Chanceler o governo Petain requer através da Espanha os termos de
um armistício que os alemães apresentam em 22 de Junho no fatídico vagão
ferroviário na Floresta de Compiegne, o mesmo vagão onde o Império Alemão
assinou sua rendição militar em 1918. Hitler exigiu essa condição como vingança
pela humilhação à Alemanha na situação inversa de 1918. (descrição da cena de
rendição em “VICHY POLITICAL DILEMMA”, de Paul Farmer, Columbia Universaity
Press, 1955). Mas Hitler tinha um plano especial para a Drança, Hitler admirava
Napoleão e tinha certo carinho pela França, preferia um acordo do que uma
rendição “raise campagne”, uma rendição puramente militar como em outros
países.
Baudoin
era, portanto, personagem central nos acontecimentos da submissão do Estado
francês à Alemanha. Não era uma rendição fruto da derrota militar, era mais que
isso.
O
armistício de Junho de 1940 foi uma abertura de portas para uma DESEJADA
colaboração com a Alemanha nazista, considerada então uma barreira a proteger a
elite francesa contra a esquerda que tinha conseguido o poder nas eleições de
1936 e que assustava esse elite com leis trabalhistas, como a semana de 40
horas. Os alemães seriam nessa condição os “salvadores” da França contra a
esquerda que crescia e assustava a alta classe francesa.
Nasceu
desse pano de fundo a saga do “colaboracionismo”, uma ideologia de governar sob
a proteção da Alemanha e a ela prestando reverencia, uma submissão consentida
para atingir um fim maior, a proteção da elite (hoje seriam “os mercados”)
contra o progressismo social.
A
lógica dos colaboracionistas era evidentemente de que o Terceiro Reich iria
ganhar a guerra europeia e a Alemanha seria a dona da Europa, vamos então
escolher um bom lugar a mesa, mesmo que secundário, para participar do banquete
dessa nova constelação de poder.
Como
acontece com enorme frequência com gente apenas focada em seus próprios
interesses, o cálculo deu errado, a Alemanha não ganhou a guerra e os
colaboracionistas caçados e presos, como Paul Bauuin, condenado à prisão por 5
anos, pena comutada em 1949, os colaboracionistas em França eram tantos que não
haveria prisões para todos.
O
maior deles, Pierre Laval, Primeiro Ministro de Vichy, foi condenado à morte e
fuzilado. Petain também foi condenado à morte mas teve a pena comutada em
prisão perpetua, morreu na cadeia. Além dos processados em tribunais, milhares
de colaboracionistas foram justiçados pela Resistencia ou em linchamentos pela
população logo após a retirada dos alemães de Paris em Julho de 44 com a
rendição do General von Choltitz na Gare du Nord e a entrada em Paris da
Divisão Leclerc, do exército gaullista, como libertador.
Foi
Bauduin quem deu a Petain a ideia de transferir a sede do Governo em fuga, de
Bordeus para Vichy, que passou a ser a capital do território francês não
ocupado pelos alemães, a parte sul da França, enquanto a parte norte foi
submetida à ocupação direta e governada pelo Comando Militar Alemão com sede em
Paris. Vichy então criou a ficção de um Estado francês soberano, que mantinha
Embaixadores por todo o mundo, inclusive no Brasil e os EUA de Roosevelt. Com
uma estratégia anti-gaullista, mantinham um Embaixador em Vichy até a invasão
da Normandia, era o Almirante Lehay, amigo pessoal de Roosevelt.
Na
verdade, a ficção de Vichy acabou com a invasão americana da África do Norte em
1942, quando os alemães romperam os acordos de soberania sobre a parte sul da
França e ocuparam todo o território, mas o agora mais artificial Governo de
Vichy se manteve em operação, com soldados alemães à parta do Hotel du Parc,
sede do Governo em Vichy.
Na
verdade, o Governo de Vichy sobreviveu à própria invasão da França pelos
anglo-americanos em junho de 1944, Petain e Laval fugiram para a Alemanha e
mantiveram a sede ficcional do Estado francês no Castelo de Sigmaringen, na
Bavieira, com toda sua corte.
A economia da França sob
ocupação alemã
Nos
termos do Armistício de junho de 1940 a França se obrigou a pagar ao Terceiro
Reich uma taxa de ocupação de 300 milhões de Francos por dia, valor que seria
creditado ao Governo alemão em uma conta especial no Banco de França. A soma
era tão gigantesca que com a retirada alemã de 1944 ainda metade dos valores
creditados permaneciam em saldo, não conseguiram ser gastos pelos alemães
durante todos os anos de ocupação.
Em
1941 esse valor pago à Alemanha foi de 144,3 bilhões de Francos, correspondente
a 36,8% do PIB, em 1942 foi de 156,7 bilhões de Francos, correspondente a 36,9%
do PIB, em 1943 foi de 273,6 bilhões de Francos, correspondentes a 55,5% do PIB.
(Estudo da Universidade de Rutgers, 2005, Eugene N.White)
Com
esses créditos o Governo alemão comprava na França uma infinidade de
mercadorias industriais, alimentos e artigos de luxo. Dentro do espirito de
amizade proposto por Hitler, que não considerava a França um inimigo, mas sim
um governo colaborador, os alemães não requisitavam “manu militari” essas
mercadorias, eles comprovam em transação comercial ao preço de mercado e
pagavam com a moeda extraída da França como taxa de ocupação.
Para
tanto foram criados 14 Escritórios “informais” de Compra, conhecidos como “Escritórios
Otto que compravam artigos de luxo, tecidos, roupas, iguarias finas, vinhos,
champagne, perfumes, sapatos, café, chocolates, chás, tudo que pudesse ser
comprado no mercado.
Hitler
para manter alto o moral das famílias de soldados que ficavam na Alemanha
queria que as esposas dos militares tivessem bens de luxo como compensação
pelos sofrimentos da guerra. A França era também grande produtora de alimentos
e os alemães compravam tudo que podiam para remeter à Alemanha, manteigas,
queijos, legumes, pescados, etc.
Também
havia o turismo em larga escala. A França foi destinada por Hitler a ser um
“resort” para os soldados alemães após períodos de ação na terrível Frente
Leste. As “férias” dos soldados podiam ser passadas na França com dinheiro
francês para hotéis e restaurantes.
Mas
a “taxa de ocupação” era tanta que sobrava dinheiro e ai os “donos” dos
“Escritórios Otto” começaram a comprar imóveis na Riviera e apartamentos em Paris,
a corrupção nos “escritórios”, todos comandados por oficiais SS, era
gigantesca. Jacques Delarue narra em um livro inteiro essas transações (
TRAFICOS E CRIMES, Jacques Delarue).
Obra
fundamental para o período é LA FRANCIA DE VICHY(em italiano) de Robert Aron,
Rizzoli Editore, 1972, 668 páginas, onde se mostra como a economia francesa foi
inteiramente submetida ao esforço de guerra nazista, as indústrias francesas
produzindo peças para tanques e aviões alemães, as Usinas Renault fabricando
para a Alemanha, o que custou no pós guerra a prisão do industrial Louis
Renault e o confisco de sua empresa pelo Estado francês, a Renault era e
continuou a ser um dos maiores fabricantes de automóveis da Europa.
Bauduin,
na qualidade de grande banqueiro, era uma espécie de controlador da economia
francesa a serviço do Terceiro Reich. Sua amizade com Otto Abetz, o ultra
eficiente Embaixador alemão em Paris antes da guerra (Abetz falava francês
melhor que franceses e era aficionado pela cultura francesa), foi elemento
chave para a ligação entre o interesse alemão e a elite empresarial francesa.
Abetz comprou com estipêndios quinzenais os jornais de Paris que passaram a
colaborar com os nazistas. Aliciou também o Judiciário, que passou a perseguir
os adversários do Terceiro Reich com um rigor tal que os próprios alemães
achavam exagerado (ver o filme SEÇÃO ESPECIAL DE JUSTIÇA, de Costa Gravas,
sobre esse contexto).
Vichy e os economistas
O
exemplo de Vichy nos mostra como economistas de mercado não tem nenhuma vocação
de Estado, um ente que para eles nem deveria existir. Henry Rousso em LE
SYNDROME DE VICHY (Editiosn du Seuil, 1980) mostra esse desdobramento onde um
grupo de pessoas em uma espécie de autismo político, faz por desconhecer a
função de um Estado como nau que abriga toda a sociedade. Para esse grupo de
pessoas a economia é autônoma do Estado, não precisa dele, portanto, a sorte
dos que não estão contemplados é indiferente. Que um Estado possa ser o
conjunto de toda uma população e não plataforma de mercado é algo
incompreensível para esses elementos, como Paul Bauduin.
É
espantoso como a Síndrome de Vichy atravessou o Século XX e chegou a nossos
dias. A globalização financeira e comercial é a resultante desse ciclo de
desconstrução social iniciada no Governo Thatcher no Reino Unido, um desastre
na tentativa de desmonte do ESTADO NACIONAL para em seu lugar a sociedade ser
operada por bancos e corporações, sem Estado ou com um Estado mínimo, se não há
emprego, proteção e renda para os mais pobres esse não é um problema do Estado,
essa é a regra dos economistas de mercado, felizmente um ciclo que está
terminando porque não existe estrutura social e politica que subsista por muito
tempo com altíssimo desemprego e desequilíbrio social, o fascismo e o nazismo
nasceram nesses contextos como mecanismo de controle social e não de solução de
problemas econômicos a longo prazo.
Se
a eficiência da economia depende da ineficiência do tecido social, o preço a
ser pago será cobrado do próprio mercado por agitação política, crime e vida
social impossível, a conta do desequilíbrio social é infinitamente mais alta do
que o ganho dos mercados por uma suposta eficiência artificial gerada pela
concentração de renda, fusões e aquisições, abertura da economia, fechamento de
fabricas e grande parte da elite vivendo de renda financeira.
O fascismo renovado
O
fascismo é uma ideologia forte, nascida dos escombros da Grande Guerra de 1914,
por causa da CRISE SOCIAL provocada pela guerra, desemprego em massa e falta de
comida.
Do
fascismo nasceu o nazismo como descendência adaptada ao caráter alemão,
Mussolini foi o modelo adotado por Hitler, que foi sempre um admirador
ideologico de Mussolini.
Com
o mesmo DNA também surgiu o franquismo espanhol, o justicialismo argentino, o
salazarismo português, o estadonovismo brasileiro e os neofascismos de hoje.
Daniel
Guerin, no clássico FASCISMO E GRAN CAPITALE (Guerin era francês mas a melhor
edição é a italiana) mostrou a estreita ligação entre o grande capital e o
fascismo. Pode-se substituir a expressão belle-epoque “gran capitale” por
“mercados”. A capa do livro de Guerin (na edição que tenho, há outras) é
emblemática, Mussolini de casaca e cartola ao lado de dois grandes
capitalistas, logo Mussolini que começou na vida política como socialista.
Na
expansão desenfreada do capital em busca de concentração cria-se um perigoso
quadro social com alto desemprego e carências. Nesse quadro começam AGITAÇÕES
causadas exatamente pela falta de emprego. A Democracia não mais dá conta de
administrar a crise.
A
solução então é o FASCISMO com violência e truculência para conter a sociedade
pela força e blindar o capital. Mas há uma armadilha. O fascismo não é estável,
ele precisa se agitar continuamente até implodir, o prazo de validade do
fascismo é curto no tempo histórico.
Os
economistas, por perfil psicológico, têm fascínio pela ordem e horror ao caos,
dai a adesão ao “ partido da ordem” é um passo. Salazar era professor de
economia, Sergio de Castro, formado na Universidade de Chicago, foi o primeiro
Ministro da Fazenda do regime Pinochet. É muito mais fácil fazer as “reformas”
em uma ditadura do que na democracia.
Dai
nasce uma espécie de adesão dos “economistas de mercado” a quem pode assegurar
ajustes e reformas, muito mais difícil em uma democracia em funcionamento.
Na
verdade, os “mercados” podem operar perfeitamente em regimes autoritários,
democracia é bom para pobres, para os “mercados” (ou “grande capital” como
diria Guerin) é indiferente no mínimo.
Quem
ver alguma semelhança com o Brasil de hoje é mera coincidência.
Bibliografia
Além dos livros citados mais
dois livros básicos para entender a França de Vichy: THE IDES OF MAY, John
Williams, Constable, Londres, 1968 e THE VICHY REGIME 1940-1944, Beacon Press,
Boston 1958).
A literatura sobre Vichy é
curiosamente muito maior editada fora da França, os franceses não curtem esse
tema como material de História, é uma página que preferem esquecer.
https://renatorabelo.blog.br/2018/10/01/andre-araujo-paul-bauduin-ou-por-que-os-economistas-de-mercado-adoram-o-fascismo/

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