O Brasil assiste aos estertores da Lava Jato. Como no apocalipse,
os sinais estão em toda parte.
Os mais visíveis são o encerramento da página no Facebook da
mulher de Sergio Moro, Rosângela, em homenagem aos feitos do marido; a prisão
patética da líder do grupo golpista Nas Ruas, caluniando deputados em nome do
juiz paranaense; a histeria de Deltan Dallagnol, agora tentando sabotar as
eleições de 2018 com os amigos procuradores.
O depoimento do ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Durán à
CPMI da JBS foi a pá de cal.
Durán, como se sabe, não fez acordo de delação premiada. Através
de teleconferência, mostrou cópias periciadas de conversas com Carlos
Zucolotto, padrinho de casamento de Moro, no que parece uma tentativa de
extorsão.
Zucolotto negociaria em nome de um tal “DD”, iniciais naturalmente
associadas a Deltan Dallagnol — ou, como está circulando na internet, Duiz
Dinácio.
Tacla Durán ainda citou a delação “à la carte” que lhe teria sido
oferecida por Marcelo Miller. Ainda que virtualmente ignorada pela imprensa,
sua participação na CPI inundou as redes sociais.
A série de reportagens do DCM com o GGN mostrou que a Lava Jato
tornou-se uma indústria que está deixando muita gente rica — advogados, gente
do Ministério Público, delatores –, enquanto o país empobrece.
Que tipo de combate aos corruptos é esse?
A ganância da tal “panela de Curitiba”, de que fala Durán, engoliu
os motivos pretensamente “nobres” da operação que pretendia redimir o Brasil de
500 anos de corrupção.
Com tantos peixes graúdos na rede, ela foi instrumentalizada para
ajudar a derrubar Dilma Rousseff e perseguir Lula obsessivamente.
Ao final, a desmoralização. A mídia deu uma força inestimável
nesse sentido com os vazamentos sem critério e a canonização de picaretas como
o Japonês da Federal. Foi o abraço do afogado.
Criaram-se popstars jurídico-policiais como Dallagnol, Carlos
Fernando dos Santos Lima, Sergio Moro, Rodrigo Janot e tantos outros fios
desencapados, sequestradores das vontades de um STF fraco.
Nenhum país aguenta viver sob uma instabilidade institucional
dessa monta. O Brasil foi alvo de uma condução coercitiva da Lava Jato. Quatro
anos depois, como diziam os Teletubbies, é hora de dar tchau
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/tacla-duran-o-fim-da-pagina-da-mulher-de-moro-a-histeria-de-dallagnol-a-lava-jato-agoniza-em-praca-publica-por-kiko-nogueira/

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