Em
uma entrevista feita poucos dias antes de deixar a prisão, o que aconteceu na
quarta-feira (11), o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva reafirmou á Carta
Capital que é inocente de todas as acusações que levaram à sua condenação a 43
anos de prisão pela Lava Jato pelos supostos crimes de corrupção, lavagem de
dinheiro, embaraço a investigações, evasão de divisas e organização criminosa
nas obras de construção da usina nuclear de Angra 3. Segundo ele, sua
condenação interessa sobretudo “ao sistema internacional preocupado com o
fortalecimento de um dos países integrantes dos BRICS. Os brasileiros
transnacionais, muito provavelmente, ficaram satisfeitos com o meu processo e a
minha saída do cenário”.
Segundo
o almirante, os “brasileiros transnacionais são aqueles que, embora tenham
nascido neste belo país, gostariam de ser cidadãos de outros países, em
particular dos Estados Unidos. Não dão importância aos grandes problemas e
desafios nacionais, não se preocupam em resolvê-los e, às vezes, em proveito próprio,
não se importam em agravá- los. Minha condenação interessa ao sistema
internacional contrário aos BRICS”, afirma.
Responsável
por uma das mais bem sucedidas experiências mundiais “na viabilização, com
tecnologia nacional, do enriquecimento isotópico de urânio e de todas as demais
etapas do ciclo do combustível nuclear” e no desenvolvimento e instalação
nuclear para submarinos, incluindo a fabricação, no Brasil, de todos os
equipamentos e componentes necessários” Othon também gerenciou “a definição do
mais moderno programa de construção de centrais nucleares e armazenamento de
rejeitos”.
“Esse
programa provocou grande impacto no cenário internacional. Uma evidência disso
é o fato de eu ter recebido, em um mesmo dia, na sede da Eletronuclear, as visitas
do subsecretário de Energia dos Estados Unidos e do ex-primeiro-ministro da
Rússia e presidente da empresa estatal de energia atômica Rosatom, Sergey
Kiriyenko”, destacou.
Do Brasil 247
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/almirante-do-programa-nuclear-brasileiro-diz-que-prisao-dele-interessava-grandes-potencias/

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