Ao discursar após ser
notificada de seu afastamento por 180 dias da presidência da República, Dilma
Rousseff denunciou que o processo de impeachment é "frágil, juridicamente
inconsistente, injusto e desencadeado contra uma pessoa honesta e
inocente"; "Quando uma presidente eleita é afastada por um crime que
não cometeu, o nome que se dá a isso num ambiente democrático é golpe",
afirmou, cercada por parlamentares e ex-ministros de seu governo no Palácio do
Planalto, que gritavam, em sua entrada: "Dilma guerreira da Pátria
brasileira"; "Eu já sofri a dor invisível da tortura, agora sofro
novamente a dor inominável da injustiça. O que mais dói é a injustiça",
declarou; Dilma também lembrou que nunca reprimiu opositores, alertando para o
risco de que o governo dos sem-voto venha a agir dessa maneira; ao povo à
frente do Planalto, Dilma falou em "hora trágica" e disse que "
jovem democracia brasileira está sendo alvo de um golpe"
12 de Maio de 2016
Agora é oficial. A
presidente Dilma Rousseff foi notificada pelo primeiro-secretário do Senado,
senador Vicentinho Alves (PR-TO), de seu afastamento do cargo por até 180 dias,
enquanto o processo de impeachment será conduzido no Senado.
Em seu discurso, Dilma
denunciou que o processo de impeachment é "frágil, juridicamente
inconsistente, injusto e desencadeado contra uma pessoa honesta e
inocente".
"Quando uma presidente
eleita é afastada por um crime que não cometeu, o nome que se dá a isso num
ambiente democrático é golpe", afirmou, cercada por parlamentares e
ex-ministros de seu governo no Palácio do Planalto, que gritavam, em sua
entrada: "Dilma guerreira da Pátria brasileira".
"Eu já sofri a dor
invisível da tortura, agora sofro novamente a dor inominável da injustiça. O
que mais dói é a injustiça", declarou.
Dilma também lembrou que
nunca reprimiu opositores, alertando para o risco de que "um governo dos
sem-voto" venha a agir dessa maneira. Segundo ela, houve "uma espécie
de eleição indireta" para que o vice Michel Temer assumisse o poder.
Após seu discurso oficial,
dentro do Palácio, Dilma deixou o local cercada por seguranças e dezenas de
parlamentares e ex-ministros. Do lado de fora, voltou a discursar para o povo
que a aguardava, em solidariedade.
Ao lado do ex-presidente
Lula, Dilma falou em "hora trágica" e anunciou que "a jovem
democracia brasileira está sendo alvo de um golpe". "O golpe está
baseado em razões as mais levianas, as mais injustificáveis", acrescentou.
A presidente voltou a
destacar que não reprimiu manifestantes em seu governo: "Meu governo
jamais reprimiu movimentos sociais, protestos, mesmo que fossem contra mim. O
que é um risco que nós corremos agora, por parte de um governo que não foi
legitimamente eleito".
Após os atos, a presidente
segue de carro até o Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da
República, a poucos quilômetros do Planalto, onde permanece durante os até 180
dias em que deve ficar afastada.
Do Brasil 247
http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/231744/Dilma-condena-golpe-e-convoca-resist%C3%AAncia.htm

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