O
Papa Francisco está fomentando a desobediência social, levando a uma rebelião
das massas contra os super-ricos capitalistas, diz o jornalista norte-americano
Paul Farrell. Em seu artigo para o sítio Market Watch o colunista analisa o
discurso do Sumo Pontífice na Bolívia, em 09 de julho passado.
A
reportagem é publicada por Religión Digital, 23-07-2015. A tradução é de André
Langer.
“A
recente viagem de Francisco à América do Sul revelou uma clara mensagem
socialista e anticapitalista que incita a uma mudança estrutural da economia
global que atenta contra o projeto de Jesus”, escreve Farrell.
Esta
conclusão do jornalista baseia-se nos argumentos do Papa apresentados na sequência.
Terra,
teto e trabalho são “direitos sagrados”
Todas
as pessoas têm o direito concedido por Deus a um trabalho, à posse da terra e a
uma moradia, de acordo com provavelmente a mais audaciosa declaração do Papa
Francisco.
Evidentemente,
não são promessas nem objetivos dos sistemas econômicos atuais dos Estados
Unidos e de outras partes do mundo.
Também
não estão dentro do ensinamento tradicional da Igreja católica, que, embora
defenda um trabalho digno, não o declara um direito concedido por Deus, assinala
o jornalista.
As
pessoas, e não os lucros, devem ser o foco da economia global
Chamando
o capitalismo desenfreado de “sutil ditadura” e “esterco do diabo”, Francisco
sustenta que quando reina “a ambição desenfreada do dinheiro”, o “serviço para
o bem comum fica relegado a um segundo plano”.
“Digamos
‘Não’ a uma economia da exclusão e da desigualdade, onde o dinheiro reina em
vez de servir. Essa economia mata. Essa economia exclui. Essa economia destrói
a Mãe Terra”, disse o Papa Francisco.
Milhares
de milhões já não podem esperar pelas mudanças
Referindo-se
às injustiças econômicas o Papa disse que “o tempo parece exaurir-se; já não
nos contentamos com lutar entre nós, mas chegamos até a assanhar-nos contra a
nossa casa”.
O
Papa mobiliza as pessoas: “Digamos sem medo: queremos uma mudança, uma mudança
real, uma mudança de estruturas”.
A
mudança vem de baixo
O
Papa destacou que as mudanças estruturais não virão “porque se impôs esta ou
aquela opção política”.
As
mudanças de baixo para cima funcionam, disse, porque viver “cada dia, imersos
na crueza da tormenta humana” comove e move.
Obrigação
moral, um mandamento
“A
justa distribuição dos frutos da terra e do trabalho humano não é mera
filantropia. É um dever moral. Para os cristãos, o encargo é ainda mais forte:
é um mandamento. Trata-se de devolver aos pobres e às pessoas o que lhes
pertence”, recorda Francisco.
Jorge
André Irion Jobim. Advogado de Santa Maria, RS
http://www.ihu.unisinos.br/noticias/544952-imprensa-estadunidense-ataca-o-papa-que-quer-uma-rebeliao-contra-o-capitalismo

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