A
Globo esteve ao lado de todos os governos de direita, desde o regime militar –
no qual se transformou no gigante que é hoje – até Fernando Henrique Cardoso.
Serviu caninamente à ditadura, demonizando as forças de esquerda e endossando o
discurso ufanista do tipo “Brasil Ame-o ou Deixe-o” e as versões sabidamente
falsas sobre a morte de combatentes da resistência assassinados na tortura e
apresentados como caídos em tiroteios. Mais tarde, após o fim da ditadura,
alinhou-se no apoio à implantação do neoliberalismo, apresentado como a única
forma possível de organizar a economia e a sociedade.
No
plano cultural, é impossível medir o imenso prejuízo causado pela Rede Globo,
que opera como o principal agente da imbecilização da sociedade brasileira.
Começando pelas novelas, seguindo pelos reality shows, pelos programas de
auditório, o papel da Globo é sempre o de anestesiar as consciências, bloquear
qualquer tipo de reflexão crítica.
A
Globo impôs um português brasileiro “standard”, que anula o que as culturas
regionais têm de mais importante – o sotaque local, a maneira específica de
falar de cada região. Pratica ativamente o racismo, ao destinar aos personagens
da raça negra papéis secundários e subalternos nas novelas em que os heróis e
heroínas são sempre brancos. Os personagens brancos são os únicos que têm
personalidade própria, psicologia complexa, os únicos capazes de despertar
empatia dos telespectadores, enquanto os negros se limitam a funções de apoio.
Aliás, são os únicos que aparecem em cena trabalhando, em qualquer novela, os
únicos que se dedicam a labores manuais.
A postura racista da Globo não poupa nem sequer as
crianças, induzidas, há várias gerações, a valorizar a pele branca e os cabelos
loiros como o padrão superior de beleza, a partir de programas como o da Xuxa.
O
jornalismo da Globo contraria os padrões básicos da ética, ao negar o direito
ao contraditório. Só a versão ou ponto de vista do interesse da empresa é que é
veiculado. Ocorre nos programas jornalísticos da Globo a manipulação constante
dos fatos. As greves, por exemplo, são apresentadas sempre do ponto de vista
dos patrões, ou seja, como transtorno ou bagunça, sem que os trabalhadores
tenham direito à voz. Os movimentos sociais são caluniados e a violência
policial raramente aparece. Ao contrário, procura-se sempre disseminar na
sociedade um clima de medo, com uma abordagem exagerada e sensacionalista das
questões de segurança pública, a fim de favorecer as falsas soluções de caráter
violento e os atores políticos que as defendem.
No
plano da política, a Rede Globo tem adotado perante os governos petistas uma
conduta de sabotagem permanente, omitindo todos os fatos que possam apresentar
uma visão positiva da administração federal, ao mesmo tempo em que as notícias
de corrupção são apresentadas, muitas vezes sem a sustentação em provas e
evidências, de forma escandalosa, em uma postura de constante denuncismo.
A
Globo pratica o monopólio dos meios de comunicação, ao controlar
simultaneamente as principais emissoras de TV e rádio em todos os Estados
brasileiros juntamente com uma rede de jornais, revistas, emissoras de TV a
cabo e portais na internet.
Uma
verdadeira democratização das comunicações no Brasil passa, necessariamente,
pela adoção de medidas contra a Rede Globo, para que o monopólio seja
desmontado e que a sua programação tenha de se submeter a critérios pautados
pela ética jornalística, pelo respeito aos direitos humanos e pelo interesse público.
Fonte:
http://pigimprensagolpista.blogspot.com.br/2015/07/a-globo-e-o-seu-papel-na-imbecilizacao.html#.VbJ7x_nQNNE

Um comentário:
Já passou da hora de haver democratização da mídia nacional. Mas quem fará tal favor à sociedade brasileira?! Aguardando!
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