Diz a voz do povo que a filha
caçula é sempre a mais protegida e em conseqüência disto, acaba sendo aquela
que mais sofre quando em contato direto com a vida real, longe da cúpula
protetiva dos pais sob a qual sempre conviveu.
Verdade ou não, o certo é que com
a nossa aniversariante Dinamar não foi assim. Tendo perdido o pai ainda
bastante jovem, foi a única filha que ficou morando com a mãe, até vir a
perdê-la há pouco mais de treze anos atrás.
E quando este fato lamentável
ocorreu, o primeiro pensamento que aflorou nas mentes de muitas pessoas foi:
ela não vai resistir. Sozinha na velha casa da família, com uma filha ainda
criança, muitos acharam que ele sucumbiria logo ali adiante.
Ledo engano. A menina que todos
achavam ter sido mimada em excesso pela mãe recém falecida foi à luta, cursou a
escola da vida e como num passe de mágica, transformou-se numa guerreira
imbatível, uma espécie de leoa capaz de enfrentar todos os perigos da vida para
proteger sua prole.
Naturalmente ela teve os seus
momentos de fraqueza, mas nestas circunstâncias, sempre aparecia alguém com uma
palavra de alento, uma pequena ajuda aqui, outra ali e no final tudo dava certo
e a luta era retomada de onde havia parado. É isso mesmo. É que nossa família
tem uma marca registrada que é justamente a da solidariedade. Podemos até
discutir, brigar, bater boca, não concordarmos uns com os outros, mas sempre
que alguém está em dificuldades, todos se unem e uma corrente solidária se
forma. Nestes momentos a força individual de um se soma com a dos outros e como
numa espécie de progressão geométrica, nossas forças se multiplicam
tornando-nos uma espécie de exército invencível.
E foi assim, aventurando-se nestes
mares ora calmos, ora tempestuosos que Dinamar navegou e conseguiu triunfar
sobre todos os obstáculos que encontrou durante sua trajetória. Ela própria
fazia questão de remar o barco, mas quando era vencida pelo cansaço, sempre
aparecia alguém que a ajudava a remar, ou até mesmo trazia uma palavra de
incentivo que acabava transformando-se em um lufar de vento que parecia soprar
as velas da embarcação para o rumo desejado.
Certamente Dinamar não atingiu
todas as suas metas ainda, afinal viver é jogar-se em uma aventura que não tem
fim, já que ela termina somente quando partimos para outra dimensão. Ainda há
muita água para rolar, muitos caminhos a percorrer, alguns pedregosos, outros
floridos, mas certamente no somatório final ela terá muito mais momentos de
extrema felicidade. E deve saber que poderá contar com a ajuda de todos os
amigos e parentes que a cercam e que certamente não a deixarão sozinha jamais.
Pois é menina. Tenha certeza de
que todos nós te gostamos muito, pois como já foi dito na canção feita em tua
homenagem, É MUITO FÁCIL GOSTAR DE QUEM CARREGA NO NOME A PALAVRA AMAR. E esta
é a nossa aniversariante DINAMAR. Para nós és o símbolo da mulher que deu certo
e que merece ser admirada.
Muitas felicidades por esta data é
o que te desejam todos os teus familiares e amigos.
Jorge André Irion Jobim
Homenagem de sua filha Ruliani, Nicolas, da neta Nicoly, seu genro Quico, da irmã Clareni, da Silvie Janis, Letícia Jobim, André Jobim, Cláudia Machado e do cunhado Jorge André.

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