Uma
das grandes besteiras faladas por Ney Matogrosso para um jornalista de
Portugal, foi a de que nos anos 50 a saúde pública funcionava bem no Brasil,
mas que atualmente estava um caos.
Trata-se
de um atestado claro da ignorância do indigitado artista. Ele
demonstra não conhecer nada de Brasil. Esqueceu que naquela época NÃO TÍNHAMOS
SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL. Só tinha direito às consultas e tratamentos no antigo
INPS quem fosse contribuinte do instituto. Isso porque então tínhamos apenas
Previdência Social.
Somente
após a Constituição Federal de 1988 que, entre tantos avanços, implantou a
SEGURIDADE SOCIAL em nosso país, termo amplo que comporta SAÚDE, ASSISTÊNCIA e
PREVIDÊNCIA SOCIAL é que toda a população passou a ter direito à saúde
independentemente de qualquer contribuição, já que somente a previdência tem
caráter contributivo.
Na
época a que se refere o cantor/dançarino, o pobre podia morrer na frente do
INPS que não era atendido. Eles ficavam nas mãos de alguma entidade de
benemerência que os acolhesse, como um favor, mas não como um direito. Estou
falando isto porque eu estudei como advogado e vivi as duas épocas. Mas se
alguém tem dúvidas, é só pesquisar.
A
exemplo dos heróis de Cazuza que morreram de overdose, os meus também estão
morrendo: só que de OVERDOSE DE ALIENAÇÃO !!!
Jorge
André Irion Jobim.

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