sábado, 4 de outubro de 2014

RUMO AO MUNDO DO SER





À época, juntamente com outros colegas, fiz questão de acompanhar a assembléia constituinte em todos aqueles trabalhos que antecederam a promulgação de nossa atual Constituição Federal de 1988. E que alegria quando isto ocorreu, pois ela trazia avanços inimagináveis para nós que estávamos recém saindo de uma ditadura militar perversa.

Lá estava entre os fundamentos da República Federativa do Brasil a denominada dignidade da pessoa humana, significando que ela elegia o ser humano como centro das atenções de nosso ordenamento jurídico, sobrepondo-se ao seu caráter eminentemente patrimonialista que antes vigorava.

Por muito tempo o referido princípio permaneceu sem produzir seus efeitos de maneira mais concreta, sendo utilizado apenas aqui ou ali em algum discurso bonito para justificar pequenos avanços sem maiores conseqüências. Tudo dava a entender que ele permaneceria quase que uma espécie de letra morta como sói acontecer com tantas legislações no Brasil, formalmente bonitas, mas praticamente sem aplicação efetiva no mundo dos fatos.

Mas tudo isto começou a mudar a partir do primeiro governo do Presidente Lula. Surgiu um novo alento para todos nós que já estávamos sem esperanças de que um dia a dignidade da pessoa humana fosse colocada realmente como vetor de toda a nossa legislação e farol norteador de todas as nossa políticas.

Começaram a ser criados diversos programas com caráter claramente inclusivos, dando uma demonstração de que finalmente esta ficção jurídica chamada estado, iria colocar sob seu manto protetivo, não apenas uma pequena elite, mas sim toda a população brasileira. Foram proporcionadas as condições necessárias para que qualquer pessoa tivesse as condições de poder realizar todas as suas potencialidades.

Vieram os programas como Bolsa-Família, Brasil sem Miséria, Minha Casa Minha Vida, Luz para Todos, Prouni, Pronatec, Enem, Fies, PAC, Mais Médicos, a Lei de Cotas, o Marco Civil da Internet, novas universidades e escolas técnicas, salário mínimo mais digno, tudo fazendo com que o Brasil saísse do Mapa Internacional da Fome e tivesse um índice de desemprego inferior aos países de primeiro mundo.

Através de todas estas iniciativas, finalmente aquelas belas palavras contidas no texto constitucional e que tanto nos emocionaram logo no início, mas que por lá permanecerem parecendo mais um daqueles enfeites que são utilizados apenas para impressionar aqueles que um dia lhes põem os olhos, começaram a se traduzir em ações concretas.

Se até aquele momento tais princípios que deveriam ter norteado todas as ações políticas desde o início da vigência de nossa Constituição Federal permaneciam inertes, a partir de então, passaram a sair do plano meramente abstrato e começaram a se materializar espraiando benefícios e oportunidades para os mais diversos escaninhos de nossa sociedade. Palavras que traduziam objetivos louváveis de nossos constituintes originários começaram a sair do denominado mundo do dever ser e iniciaram uma viagem mágica rumo ao mundo do ser a bordo de uma nau capitaneada por Lula e Dilma Rousseff.

Nossos sonhos começaram a se realizar gente. Finalmente podemos dizer que estamos vencendo as desigualdades.

Assim sendo, não podemos deixar o nosso barco soçobrar e para tanto só há um caminho neste dia 5 de Outubro de 2.014: é votar em Dilma Rousseff para Presidenta e derrotarmos desde já toda esta mídia de esgoto e aquelas marionetes de interesses escusos que pretendem implantar aqui suas ”medidas impopulares” e suas “flexibilizações” sempre com vistas a beneficiar tão somente o poder econômico.

Vamos todos com Dilma Rousseff rumo à vitória no primeiro turno!!!


Jorge André Irion Jobim

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