À época, juntamente com outros colegas, fiz questão de
acompanhar a assembléia constituinte em todos aqueles trabalhos que antecederam
a promulgação de nossa atual Constituição Federal de 1988. E que alegria quando
isto ocorreu, pois ela trazia avanços inimagináveis para nós que estávamos
recém saindo de uma ditadura militar perversa.
Lá
estava entre os fundamentos da República Federativa do Brasil a denominada
dignidade da pessoa humana, significando que ela elegia o ser humano como
centro das atenções de nosso ordenamento jurídico, sobrepondo-se ao seu caráter
eminentemente patrimonialista que antes vigorava.
Por
muito tempo o referido princípio permaneceu sem produzir seus efeitos de
maneira mais concreta, sendo utilizado apenas aqui ou ali em algum discurso
bonito para justificar pequenos avanços sem maiores conseqüências. Tudo dava a
entender que ele permaneceria quase que uma espécie de letra morta como sói
acontecer com tantas legislações no Brasil, formalmente bonitas, mas praticamente
sem aplicação efetiva no mundo dos fatos.
Mas
tudo isto começou a mudar a partir do primeiro governo do Presidente Lula.
Surgiu um novo alento para todos nós que já estávamos sem esperanças de que um
dia a dignidade da pessoa humana fosse colocada realmente como vetor de toda a
nossa legislação e farol norteador de todas as nossa políticas.
Começaram
a ser criados diversos programas com caráter claramente inclusivos, dando uma
demonstração de que finalmente esta ficção jurídica chamada estado, iria
colocar sob seu manto protetivo, não apenas uma pequena elite, mas sim toda a
população brasileira. Foram proporcionadas as condições necessárias para que
qualquer pessoa tivesse as condições de poder realizar todas as suas
potencialidades.
Vieram
os programas como Bolsa-Família, Brasil sem Miséria, Minha Casa Minha Vida, Luz
para Todos, Prouni, Pronatec, Enem, Fies, PAC, Mais Médicos, a Lei de Cotas, o
Marco Civil da Internet, novas universidades e escolas técnicas, salário mínimo
mais digno, tudo fazendo com que o Brasil saísse do Mapa Internacional da Fome
e tivesse um índice de desemprego inferior aos países de primeiro mundo.
Através
de todas estas iniciativas, finalmente aquelas belas palavras contidas no texto
constitucional e que tanto nos emocionaram logo no início, mas que por lá
permanecerem parecendo mais um daqueles enfeites que são utilizados apenas para
impressionar aqueles que um dia lhes põem os olhos, começaram a se traduzir em
ações concretas.
Se
até aquele momento tais princípios que deveriam ter norteado todas as ações
políticas desde o início da vigência de nossa Constituição Federal permaneciam
inertes, a partir de então, passaram a sair do plano meramente abstrato e
começaram a se materializar espraiando benefícios e oportunidades para os mais
diversos escaninhos de nossa sociedade. Palavras que traduziam objetivos
louváveis de nossos constituintes originários começaram a sair do denominado
mundo do dever ser e iniciaram uma viagem mágica rumo ao mundo do ser a bordo
de uma nau capitaneada por Lula e Dilma Rousseff.
Nossos
sonhos começaram a se realizar gente. Finalmente podemos dizer que estamos
vencendo as desigualdades.
Assim
sendo, não podemos deixar o nosso barco soçobrar e para tanto só há um caminho
neste dia 5 de Outubro de 2.014: é votar em Dilma Rousseff para Presidenta e
derrotarmos desde já toda esta mídia de esgoto e aquelas marionetes de
interesses escusos que pretendem implantar aqui suas ”medidas impopulares” e
suas “flexibilizações” sempre com vistas a beneficiar tão somente o poder
econômico.
Vamos todos com Dilma Rousseff rumo à vitória no
primeiro turno!!!
Jorge
André Irion Jobim

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