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Fiquei preocupado com a reação da população de Santa Maria, RS, diante das recentes notícias de que poderemos ter na cidade a implantação da empresa Stora Enso, notoriamente degradante ao meio ambiente. Já vi algumas opiniões considerando que esse fato lastimável é um sinal de desenvolvimento e de evolução para nosso município. Evidentemente, trazem à baila aquele velho canto da sereia, ou seja, a possibilidade de lucro imediato. Diante da palavra lucro e da expectativa de escassos e transitórios empregos, de nada vale falar em preservação do meio ambiente. Diante do silêncio que se estabeleceu, inclusive entre os sedizente ecologistas, parece que ninguém está preocupado com o futuro de nossos filhos e netos, mas sim no imediatismo de ganhos desenfreados, ainda que para tanto tenhamos que condenar o planeta à morte. As pessoas se esquecem que não podemos continuar consumindo de maneira desequilibrada e inconseqüente, que as coisas não saem do nada, são matérias-primas retiradas da natureza e que há muito tempo já ultrapassamos o limite exploratório do planeta terra. Será que as pessoas não percebem os sinais? Qual é a origem das enchentes, das secas, da poluição do ar e das águas, enfim, de todo o desequilibro climático com o qual nos defrontamos? Tudo é conseqüência de valores errados que cultuamos e que nos são profundamente perniciosos, ou seja, a ganância, o individualismo e a vontade de ter mais do que aquilo que realmente precisamos para viver.
Jorge André Irion Jobim. Advogado
Jorge André Irion Jobim. Advogado
Texto publicado no jornal A Razão de Santa Maria, RS no dia 08 de Novembro de 2008
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